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Dias dos pais e contação de história no Curitiba Oeste

29/8/2014

Rotary Club de Curitiba Oeste | Distrito 4730

O Rotary Club de Curitiba Oeste comemorou o dia dos pais durante a reunião do dia 26/08 do corrente, com a presença agradabilíssima e amável do Sr. Carlos Daitschman, o contador de histórias.

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Casa cheia de Companheiros, cônjuges e convidados, o clima era de confraternização e expectativa pelas contação de história que iria acontecer. Já no início da reunião, a integração se deu quando a esposa do Companheiro Tarcísio efetuou com simpatia e competência a “Oração Ecumênica” do dia, homenageando os pais.

Com extrema eloquência, timbre de voz altamente apropriado e expressão corporal e facial apimentando a atividade, o Contador de Histórias Carlos Daitschman iniciou sua brilhante performance, tecendo alguns comentários sobre o evento e passando a contar a história “João de Ferro”. Porém a surpresa estava para chegar: quando todos já estavam encantados pela história e pelo modo de contá-la, o contador interrompe a contação, informando a todos que quem quisesse saber o final da história deveria procurar lê-la. Foi um “ahhhhh” geral. Simpaticamente se despediu de todos, sendo sonoramente aplaudido por todos.

Para quem deseja, abaixo reproduzimos a história do “João de Ferro”.

A HISTÓRIA DE JOÃO DE FERRO

Rotary Club de Curitiba Oeste | Distrito 4730

Era uma vez um rei que tinha, próximo de seu castelo, uma enorme floresta onde viviam animais selvagens de todos os tipos. Um dia ele mandou um caçador à floresta para caçar um veado, mas o homem não voltou. “Alguma coisa errada aconteceu ali”, disse o rei, e no dia seguinte mandou mais dois caçadores `a procura do primeiro, mas também eles não voltaram. No terceiro dia, chamou todos os seus caçadores e disse: “Busquem em toda a floresta, e só voltem quando tiverem encontrado os três homens.”

Nenhum desses caçadores jamais voltou e, além disso, também não voltou a matilha de cães que levaram com eles.

Ninguém ousou mais entrar na floresta, e deixou-a tranquila em seu profundo silêncio e solidão. Somente uma águia ou um gavião às vezes a sobrevoavam.

Essa situação perdurou durante anos, até que certo dia um estranho caçador apareceu, querendo trabalho, e ofereceu-se para penetrar na floresta perigosa.

O rei, porém, não permitiu, dizendo: “Não é seguro entrar ali. Tenho a sensação de que você acabará como os outros, e nunca mais o veremos.” O caçador respondeu: “Senhor, conheço perfeitamente o risco, e medo não tenho.”

O caçador chamou seu cachorro e entrou na floresta. Logo depois, o animal sentiu o cheiro de caça e saiu em sua perseguição. Mal deu, porém, três passadas, viu-se na beirada de um poço profundo e não pôde continuar. Um braço saiu da água, agarrou o cachorro e puxou-o para baixo.

Quando o caçador viu isso, voltou ao castelo, chamou três homens com baldes, e eles esgotaram a água do poço. Ao chegar ao fundo, viram ali um Homem Natural deitado, que tinha o corpo marrom como o ferro enferrujado. Seu cabelo ia desde a cabeça e o rosto por todo o corpo, até os joelhos. Amarraram-no com cordas e o levaram até o castelo.

Ali, houve grande espanto com esse Homem Natural, e o rei mandou trancá-lo numa jaula de ferro e colocá-lo no pátio, proibindo, sob pena de morte, que a porta da jaula fosse aberta. E confiou a guarda da chave `a rainha. Feito isso, as pessoas voltaram a entrar sem perigo na floresta.

O rei tinha um filho de oito anos, o garoto estava um dia brincando no pátio, quando sua bola dourada caiu dentro da jaula. O menino correu para a jaula e disse: “Devolve-me a minha bola dourada.” O homem respondeu: “Só se abrires a porta para mim.” Disse o menino: “Ah, não, isso eu não posso fazer. O rei proíbe”, e saiu correndo. No dia seguinte o menino voltou e pediu novamente a bola. O Homem Natural repetiu, “Se abrires a porta”, mas o menino não quis. No terceiro dia, tendo o rei saído para caçar, o menino voltou e disse: “Mesmo que eu quisesse não poderia abrir a porta, porque não tenho a chave.” O Homem Natural respondeu: “A chave está debaixo do travesseiro da tua mãe. Podes apanhá-la.”

O menino, que queria muito a sua bola de volta, esqueceu a cautela, entrou no castelo e apanhou a chave. Não foi fácil abrir a porta da jaula, e ele machucou o dedo. Quando a porta se abriu, o Homem Natural entregou a bola dourada ao menino e correu.

Súbito, o menino sentiu um grande medo. Chorou e saiu gritando atrás do fugitivo: “Homem Natural, se fores embora, eles vão me bater!” O Homem Natural voltou-se, colocou o menino nos ombros e dirigiu-se rapidamente para a floresta.

Quando o rei voltou, viu a jaula aberta e perguntou `a rainha como o Homem Natural pudera fugir. Ela de nada sabia, foi procurar a chave e viu que tinha desaparecido. Chamou o menino e ninguém respondeu. O rei mandou um grupo de homens procurar nos campos, mas ninguém o encontrou. Não foi difícil imaginar o que tinha acontecido, e um grande sofrimento e luto caiu sobre a casa real.

Quando o Homem Natural chegou novamente `a floresta escura, tirou o menino dos ombros, colocou-o no chão e disse: “ Nunca mais verás tua mãe nem teu pai, mas eu ficarei contigo, pois me libertaste e tenho pena de ti. Se fizeres tudo o que eu mandar, as coisas correrão bem. Tenho muito ouro e tesouros, mais do que qualquer outra pessoa no mundo”.

O Homem Natural preparou uma cama de folhas para o menino dormir, e pela manhã levou-o a uma fonte. “Estás vendo esta fonte dourada? É clara como cristal, e cheia de luz. Quero que fiques sentado junto dela e vigies para que nada caia dentro dela, pois se isso acontecer, a fonte será prejudicada. Voltarei todas as tardes para ver se me obedeceste.”

O menino ficou sentado à beira da fonte. Vez por outra, via um peixe ou uma cobra dourados, e vigiava para que nada caísse lá dentro. Mas seu dedo começou a doer muito e, sem pensar, ele o mergulhou na água. Retirou-o imediatamente, mas viu que o dedo ficara dourado, e por mais que o lavasse, o dourado não saía.

João de Ferro voltou naquela tarde e perguntou: “Aconteceu hoje alguma coisa com a fonte?”
O menino escondeu o dedo `as costas para que João de Ferro não visse, e disse: “Não aconteceu nada.”

“Ah, mergulhaste o dedo na fonte!” observou o Homem Natural. “Deixaremos passar desta vez, mas não o faças de novo.”

Na manhã seguinte, bem cedo, o menino sentou-se junto “a fonte, vigiando-a. Seu dedo ainda doía, e, depois de algum tempo, ele passou a mão pelos cabelos. Um fio, porém soltou-se e caiu na fonte. Abaixou-se imediatamente e apanhou-o, mas o fio de cabelo já ficara dourado.

Quando João de Ferro voltou, viu o que tinha acontecido. “Deixaste um cabelo cair na fonte. Vou lhe perdoar ainda, mas se acontecer uma terceira vez, a fonte estará arruinada e não poderás mais ficar comigo.”

No terceiro dia, sentado junto `a fonte, o menino decidiu que, por mais que seu dedo doesse, não o movimentaria. O tempo passava lentamente, e o menino começou a fitar o reflexo do seu rosto na água. Teve vontade de olhar nos próprios olhos, e, ao fazê-lo, inclinou-se cada vez mais. Seus longos cabelos caíram-lhe então sobre a testa e em seguida na água. Recuou, mas agora os seus cabelos, todos, estavam dourados e brilhavam como se fossem o próprio sol. O menino teve medo! Pegou um lenço e cobriu a cabeça para que o homem natural não visse o que tinha acontecido. Mas quando João de Ferro chegou, percebeu imediatamente. “Tira o lenço da cabeça”, disse ele. A cabeleira dourada caiu sobre os ombros do menino, e ele se manteve calado.

“Não podes mais ficar aqui, porque não passaste na prova. Agora sai pelo mundo, onde aprenderás o que é a pobreza. Não vejo, porém, o mal no teu coração, e te desejo o bem, motivo pelo qual te concedo um dom: sempre que estiveres em dificuldades, vem à orla da floresta e grita: “João de Ferro, João de Ferro!” Eu virei ao teu encontro para te ajudar. Meu poder é grande, maior do que pensas, e tenho ouro e prata em abundância.”

O filho do rei deixou então a floresta e caminhou por trilhas abertas e por matas cerradas até finalmente chegar a uma grande cidade. Procurou trabalho, mas não encontrou nada tinha aprendido que lhe pudesse ser útil. Por fim, foi ao palácio e perguntou se o aceitavam para algum serviço. A gente da corte não sabia o que fazer com ele, mas gostou do menino e permitiu que ficasse. O cozinheiro tomou-o a seu serviço, mandando-o carregar lenha e água, e varrer as cinzas.

Certa vez, não havendo mais ninguém para fazê-lo, o cozinheiro mandou o menino levar a comida `a mesa real, mas como ele não queria que seu cabelo dourado fosse visto, não tirou o gorro. Isso jamais tinha acontecido na presença do rei, e este disse: “Quando você vier `a mesa real, tem de tirar o gorro.” O rapaz respondeu: “Ah!, senhor, não posso; tenho um ferimento na cabeça.” O rei chamou o cozinheiro, censurou-o e perguntou-lhe por que tomara aquele rapaz a seu serviço, e ordenou que o mandasse embora do castelo. O cozinheiro, porém, teve pena dele, e trocou-o por um ajudante de jardineiro.

Agora o rapaz do cabelo dourado tinha de cuidar das plantas no jardim, regá-las, tratá-las com enxada e pá e deixar que o vento e o mau tempo fizessem o que lhes aprouvesse.

Certa vez, no verão, quando trabalhava no jardim sozinho, o calor aumentou tanto que ele tirou o gorro para que a brisa lhe refrescasse a cabeça. Quando o sol tocou seus cabelos, estes brilharam de tal modo que os raios se refletiram até o quarto da filha do rei, que foi olhar o que era. Viu o rapaz lá fora e o chamou: “Rapaz, traga-me um ramalhete de flores!”

Ele recolocou depressa o gorro, colheu flores silvestres para ela e amarrou-as num ramo. Quando ia subir as escadas com as flores, o jardineiro o viu e disse: “O que é isso, você está levando essas flores ordinárias para as filhas do rei? Anda, compõe outro buquê, com as melhores e mais belas flores que tivermos.”

“Não”, respondeu o rapaz, “as flores silvestres têm perfume mais forte e agradarão mais à filha do rei.”

Quando o rapaz entrou no quarto, a filha do rei disse: “Tire o gorro, não deves usá-lo na minha presença.”

Ele respondeu: “Não ouso fazer isso. Tenho sarna na cabeça.” A moça, porém, agarrou o gorro e o arrancou; os cabelos dourados caíram sobre os ombros do rapaz, num belo espetáculo: Ele correu para a porta, mas a moça segurou-o pelo braço e entregou-lhe um punhado de moedas de ouro. Apanhou-as e saiu, mas não lhes deu valor. Na verdade, entregou-as ao jardineiro, dizendo: “Leve-as para seus filhos – eles as usarão para brincar.”

No dia seguinte a filha do rei chamou novamente o rapaz ao seu quarto e ordenou-lhe que trouxesse mais flores silvestres. Ao chegar com elas, a princesa tentou arrancar-lhe o gorro, mas o rapaz o segurou com as duas mãos. Mais uma vez, a princesa deu-lhe um punhado de moedas de ouro, mas ele se recusou a guardá-las, dando-as ao jardineiro como brinquedos para seus filhos.

No terceiro dia, as coisas aconteceram do mesmo modo: a moça não conseguiu arrancar-lhe o gorro e ele não guardou as moedas de ouro.

Pouco depois, o país foi varrido pela guerra. O rei reuniu suas forças, embora duvidando que pudesse vencer o inimigo, que era poderoso e dispunha de enorme exército. O ajudante de jardineiro disse: “Eu agora estou crescido e irei para a guerra se me derem um cavalo.” Os homens mais velhos riram e disseram: “Quando tivermos partido, procure na cocheira. Vamos deixar um cavalo para você.”

Quando todos se foram, o rapaz foi à cocheira e tirou o cavalo: era manco de uma perna e capengava. Montou-o, e dirigiu-se à floresta escura.

Quando chegou à orla, gritou três vezes “João de Ferro”, tão alto que o grito ecoou pelas árvores.
Num momento o homem natural lhe apareceu e perguntou: “O que desejas?”

“Quero um cavalo de batalha bem forte, porque pretendo ir à guerra.”

“Tu o terás e mais ainda do que pediste.”

O Homem Natural voltou-se, retornou à floresta, e pouco depois um cavalariço saía de entre as árvores puxando um cavalo de batalha que soprava pelas ventas e era difícil de conter. Correndo atrás do cavalo vinha um grande grupo de guerreiros totalmente vestidos em armaduras, as espadas brilhando ao sol. O rapaz entregou ao cavalariço o seu cavalo manco, montou o novo animal e saiu cavalgando à frente dos soldados. Quando se aproximava do campo de batalha, uma grande parte dos homens do rei já tinha sido morta, e pouco faltava para que ele sofresse uma derrota total.

O rapaz e seus guerreiros galoparam sobre o inimigo como um furacão e derrubaram todos os seus adversários. O inimigo fugiu, mas o rapaz o perseguiu até o último homem. Depois, em vez de voltar para a presença do rei, levou seu grupo por caminhos pouco conhecidos de volta à floresta, e chamou João de Ferro.

“O que queres?”, perguntou o Homem Natural.

“Podes levar de volta o teu cavalo e teus homens, e devolve-me o meu cavalo manco.”

Tudo foi feito como ele pediu, e lá se foi o rapaz de volta ao castelo num animal que mancava.
Quando o rei voltou, sua filha congratulou-se com ele pela vitória.

“Não fui eu quem a conquistou, mas um cavaleiro estranho com seus guerreiros, que chegaram para me ajudar.”

A filha perguntou quem era esse estranho cavaleiro, mas o rei não sabia e acrescentou: “Ele galopou em perseguição do inimigo, e não o vi mais.” A moça procurou o jardineiro e perguntou pelo rapaz, mas ele riu e disse: “Acabou de chegar em seu cavalo de três pernas. Os ajudantes de jardinagem zombaram dele, indagando: “Adivinhe quem chegou? O manquitola.” Depois, disseram-lhe: “Você esteve escondido, hein? Que tal?” O rapaz respondeu: “Lutei, e muito bem; se não fosse por mim, quem sabe o que teria acontecido?” Eles quase morreram de rir.

O rei disse à filha: “Organizei um grande festival que durará três dias, e você vai jogar a maçã dourada. Talvez o cavaleiro misterioso apareça.”

Depois de anunciado o festival, o rapaz foi até a orla da floresta e chamou João de Ferro.
“Do que precisas?”, perguntou este.

“Quero pegar a maçã dourada que a filha do rei vai jogar.”

“Isso não é problema: já a tens praticamente em tuas mãos”, respondeu João de Ferro. “Vou dar-te mais: uma armadura vermelha para a ocasião, e um vigoroso cavalo castanho.”
O jovem galopou para a arena no momento adequado, juntou-se aos outros cavaleiros e ninguém o reconheceu. A filha do rei jogou a maçã dourada para o grupo de homens, e o jovem a apanhou. Mas, depois de apanhá-la, afastou-se a galope.

No segundo dia, João de Ferro deu-lhe uma armadura branca e um cavalo também branco. Ainda nessa ocasião a maçã caiu nas suas mãos; e mais uma vez, o jovem não ficou nem um instante mais, e fugiu a galope.

O rei ficou irritado e disse: “Esse comportamento não é permitido; ele deve dirigir-se a mim e informar o seu nome. Se ele pegar a maçã uma terceira vez e fugir, corram atrás desse cavaleiro”, disse aos seus homens. “E mais: se não quiser voltar, deem-lhe um golpe; usem a espada.”

No terceiro dia do festival, João de Ferro levou ao moço uma armadura e um cavalo pretos. Naquela tarde ele também apanhou a maçã. Dessa vez, porém, quando se afastou com ela, os homens do rei o perseguiram e um deles se aproximou o bastante para feri-lo na perna com a ponta da espada. O jovem escapou, mas o cavalo deu um salto tão grande para fugir que seu elmo caiu, e todos viram os cabelos dourados. Os homens do rei voltaram e contaram o que tinha acontecido.

No dia seguinte, a filha do rei perguntou ao jardineiro pelo seu ajudante. “Ele está de volta ao trabalho no jardim. Esse tipo estranho foi ao festival ontem, e só voltou à noite. E mostrou aos meus filhos as maçãs douradas que ganhou.”

O rei mandou chamar o rapaz, que compareceu com o gorro na cabeça. A filha do rei, porém, aproximou-se dele e lhe arrancou o gorro. Os cabelos dourados caíram sobre os ombros do moço; sua beleza era tanta que todos se espantaram.

O rei disse: “És tu o cavaleiro que apareceu todos os dias do festival com um cavalo de cor diferente, e apanhou a maçã dourada todos os dias?”

“Sou eu” respondeu ele, “e aqui estão as maçãs.” Tirando-as do bolso, entregou-as ao rei. “Se precisar de outra prova, queira olhar o ferimento que seus homens me fizeram ao me perseguir. E mais, sou também o cavaleiro que ajudou a derrotar o inimigo.”

“Se podes realizar feitos dessa magnitude, evidentemente não és um ajudante de jardineiro. Quem é o teu pai?”

“Meu pai é um rei notável, e tenho muito ouro, todo o ouro que possa precisar.”

“É claro”, disse o rei, “que tenho uma dívida contigo. Dar-te-ei o que estiver ao meu alcance e desejares.”

“Bem”, disse o rapaz, “quero sua filha por mulher.”

A filha do rei riu e disse: “Gosto da maneira como ele diz as coisas, sem rodeios. Eu já sabia, pelo seu cabelo dourado, que não era ajudante de jardinagem.” E aproximou-se dele e o beijou.
O pai e a mãe do rapaz foram convidados para o casamento e compareceram; estavam muito alegres porque já tinham perdido a esperança de rever o filho querido.

Quando todos os convidados estavam sentados à mesa do banquete de casamento, a música começou a tocar, e as grandes portas se abriram, deixando entrar um rei esplêndido, acompanhado por grande comitiva.

Dirigiu-se ao rapaz e o abraçou. O convidado disse “Eu sou João de Ferro, que um feitiço transformou num Homem Natural. Quebraste o encantamento. A partir de agora, todos os tesouros que tenho são teus.”

Segundo a tradução inglesa de Robert Bly da história de Jacob e Willelm Grimms, em Grimms Marchen(1946).

“Embora tivesse sido recolhido pelos irmãos Grimm por volta de 1820, esse conto pode ter 10 ou 20 mil anos.” – Robert Bly

Fonte: João de Ferro, um livro sobre homens - Editora Campus

Autor: Robert Bly



 

 

 

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